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Dow Portugal doa dez mil euros para reconstrução de Pedrógão Grande
Segunda, 31 Julho 2017 10:40

A Dow Portugal vai contribuir com dez mil euros para ajudar às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande. O donativo destina-se a contribuir para a fase de recuperação pós-emergência e será dado à Cruz Vermelha Portuguesa. Com este apoio, a Dow pretende ajudar a mitigar as consequências do incêndio, contribuindo para uma recuperação material e de restabelecimento familiar e psicológico das comunidades locais afetadas.

Os dez mil euros destinam-se concretamente a ajudar a Cruz Vermelha nos trabalhos da fase de recuperação e retorno à normalidade, já em curso. Face ao levantamento das necessidades e no âmbito do plano de recuperação e prevenção do Governo e Autarquias, a Cruz Vermelha Portuguesa tem já duas equipas de apoio psicossocial a trabalhar junto das vítimas diretas e indiretas de perdas familiares e materiais. Para o apoio dos mais idosos e dependentes que vivem em áreas mais isoladas, estão a ser instalados 100 equipamentos de teleassistência. Além disto, está ainda prevista a prestação de cuidados primários de saúde e o apoio logístico, com a distribuição de vestuário e alimentos quando estes serviços forem necessários, e a disponibilização dos seus serviços de apoio domiciliário e médico em casa.

“Foi com grande pesar que sentimos os acontecimentos devastadores em Pedrógão Grande. Não conseguimos ficar alheios ao sofrimento de tantas pessoas e à devastação do meio ambiente nesta parte do país, que sentimos também como a nossa comunidade. Esperamos que esta ajuda contribua para que estas comunidades se possam restabelecer e começar a reconstruir o seu futuro”, afirma Sandra Martins, Diretora Geral da Dow Portugal.

Segundo Luís Barbosa, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, “Perante a ocorrência de catástrofes como esta, o papel da Cruz Vermelha é responder rápida e eficazmente junto das vítimas. Por essa razão, é fundamental estarmos preparados antes para podermos atuar depois. Para além disso, gostaria de salientar a importância da prevenção, com foco na educação e sensibilização da comunidade, para que se consiga reduzir ou evitar desastres futuros.”

Acerca da Dow Portugal

A Dow Portugal está presente no país há mais de 35 anos, com uma unidade produtiva em Estarreja. Nas instalações em Estarreja, produz PMDI (metil difenil isocianato), matéria-prima fundamental utilizada na produção de espumas rígidas de poliuretano e de elastómeros de poliuretano. Para mais informações, consulte www.dow.pt

 
Entrevista a Thor, aventureiro e embaixador da boa vontade da Cruz Vermelha Dinamarquesa
Sexta, 28 Julho 2017 10:04
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Em 2013, Thor tinha 34 anos quando decidiu lançar-se na maior saga da sua vida: percorrer todos os países do mundo por mar e terra, enquanto embaixador da boa vontade da Cruz Vermelha Dinamarquesa.

Na sua segunda passagem por Portugal, Thor fez-nos uma visita para contar como tem sido esta viagem.

O que o levou a iniciar este projecto?

T: Bem, é importante realçar que a minha formação académica em Transportes e Mercadorias teve grande peso na decisão quanto ao tipo de projecto que iríamos fazer. Antes de o iniciarmos eu já tinha trabalhado em mais de 54 países, sendo até um deles Portugal (em Aveiro), mas tudo começou quando um dia vi uma notícia no jornal de um jovem que tinha viajado por quase todo o mundo, com um orçamento muito reduzido. Eu, que pensava que para isso era preciso tempo e muito dinheiro, fiquei muito entusiasmado com a ideia, ainda mais quando comprovei que nunca ninguém havia visitado todos os países do mundo sem apanhar um avião.

E foi fácil tomar essa decisão?

T: Não. Ao início toda a minha família e amigos me diziam para não devia ir, que já não tinha idade para isto, que ia perder muito tempo, mas… esta era a vida pela qual sempre sonhei e já sabem como é quando estamos entusiasmados com uma ideia. Um amigo e depois outro foram sendo contagiados pela possibilidade e quando, demos conta, éramos um grupo de 4 a trabalhar arduamente no planeamento da missão. Foram 10 meses de planeamento e em Outubro de 2013 partimos para o primeiro destino.

No entanto, a viagem tem a particularidade de ajudar a chamar a atenção para o trabalho da Cruz Vermelha. Como é que começou esta relação e como é que a Cruz Vermelha vem sendo integrada neste projeto?

T: A minha colaboração com a Cruz Vermelha Dinamarquesa (CVD) já vem de muito longe. Desde muito cedo que me tornei voluntário. Formei-me como delegado de logística das equipas de respostas de emergência (apesar de nunca ter sido alocado, por ter partido nesta saga) e trabalhava num dos centros de acolhimento da CVD. Pouco tempo depois de iniciarmos o planeamento da viagem, chegámos à conclusão que toda esta experiência não podia ficar apenas para memória pessoal dos que a viveriam. Tendo conhecimento da existência de Sociedades Nacionais em quase todos os países do mundo, achámos que era intrínseco ao projeto conhecer todas as Sociedades Nacionais do Movimento, partilhar experiências e ideias, com o objectivo muito claro de mostrar que onde quer que seja, em qualquer canto do mundo, a Cruz Vermelha está “Sempre Presente” (Always Present é o lema que partilha).

E são muitas as diferenças entre as Sociedades Nacionais?

T: Sim e não. As Sociedades Nacionais e o seu trabalho são reflexo das necessidades de cada local e daí são todas diferentes. Mas indo além dos recursos disponíveis ou não, das oportunidades existentes ou não, e das diferenças culturais, é ponto comum que a Sociedade Nacional responde, sob os Princípios Fundamentais do Movimento, às necessidades locais e a vontade e motivação para fazer mais e melhor está sempre presente. Mas todos os domingos eu promovo na página do Facebook uma publicação denominada “RCSunday” onde se retrata a história de uma Sociedade Nacional e aí é possível ter uma perspectiva geral daquilo que é o Movimento.

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Qual foi o maior desafio enfrentado nesta saga?

T: O maior desafio até hoje foi sem dúvida a travessia até ao Gana. Não por uma situação específica, mas por um conjunto de condicionantes! Para vos contextualizar, eu tinha combinado encontrar-me com a minha noiva (sim, eu tenho uma noiva e também a pedi em casamento durante a saga!) no Gana para umas férias de 3 semanas. África estava sob a ameaça do surto de Ébola pelo que as entradas e saídas dos países estavam condicionadas. Quando chego à fronteira com a Costa do Marfim, não me deixam passar. Simplesmente dizem que não! Todos os documentos estavam em dia e não me deixavam passar. Portanto estava isolado, a 45 minutos de rede de telemóvel e internet e não podia tentar entrada por nenhuma outra fronteira porque não tinha mais páginas disponíveis no passaporte… Esperei uns dias na fronteira até que me foi concedida uma reunião nesse mesmo local – mesmo no meio da ponte, tipo filme da Guerra Fria – onde tive que explicar os motivos da minha estadia no país. Não me deixaram entrar, tinham receio que, com o surto de Ébola, pudesse existir alguma transmissão do vírus. Tive de fazer numerosos contactos (depois de viajar 45 minutos para conseguir rede!) para conseguir que me dessem a possibilidade de autorização! Para isso, só tinha de entregar uma declaração assinada pela comissão de controlo do Ébola, pelo Ministro da Saúde e pelo Ministro da Defesa… “Acabou-se”, pensei eu. Achei que não ia conseguir nunca encontrar-me com ela, que já me esperava no Gana, mas com a ajuda da CVD conseguimos! Entreguei os papéis, tinha um representante da CV do outro lado da fronteira à minha espera e teria que fazer um rastreio nas primeiras horas da estadia. Demorou 2 horas até que decidissem que não havia mais forma de travar a minha entrada no país.

Parece que este episódio chegou ao fim, não parece? Mas não. O fim ia acontecendo quando na primeira noite no Gana, já com a minha noiva, tive um surto de malária cerebral que me obrigou a tomar 25 comprimidos por dia, durante 12 dias. Foram as piores férias que já tivemos!!

Qual foi a experiência mais caricata numa Sociedade Nacional?

T: As SNs têm tido diferentes formas de me receber, mas acho que a mais caricata e diferente foi sem dúvida nas Ilhas Maurícias. Quando cheguei tinha uma comitiva à minha espera para uma reunião de apresentação, o que tem sido comum na maior parte dos países. O caricato foi que, depois da reunião, entregaram-me literalmente a 3 voluntários da Juventude que não me largaram a semana inteira! Dormiam no mesmo sítio que eu, comiam comigo, íamos juntos para todo o lado e, assim sim, foi o verdadeiro sentido do “Always present”!

Uma mensagem final?

T: Sim, gostava que as pessoas vissem este projecto como “inspirador”. É importante perceber que o mundo não é perfeito, como todos sabemos ou temos ideia, mas que também não é tão mau assim, pelo contrário! Tem muito mais coisas boas que más e é essencial que todos façamos por valorizar e recuperar o que realmente é importante. Gostava também que as pessoas tivessem noção do quanto a Cruz Vermelha faz por isso. Porque na verdade, já não interessa quantos países são, mas sim quantas pessoas diferentes vamos conhecendo e o que elas fazem por este mundo.

Nota: o mealheiro que carrega representa a Cruz Vermelha Dinamarquesa e é o símbolo do dia anual de angariação de fundos no país, onde todos fazem questão de participar e carregar o seu mealheiro. Todas as fotografias com este mealheiro são uma forma de estar “Sempre Presente” (Always Present”).

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Para acompanhar a saga de Thor:

Site www.onceuponasaga.dk

Facebook https://www.facebook.com/onceuponasaga/

 
Em acção, na recuperação após os incêndios
Segunda, 24 Julho 2017 14:23

Nesta fase de recuperação e retorno à normalidade após o trágico incêndio que deflagrou no passado dia 17 de junho nos municípios de Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos, a Cruz Vermelha Portuguesa opera já no terreno em diferentes frentes.

Após o envolvimento de 37 estruturas locais e mais de 330 voluntários na resposta de emergência a esta catástrofe, a instituição reorganizou-se para, de forma racional e consistente, apoiar as inúmeras pessoas e famílias afectadas pelas mortes, ferimentos e destruição de casas, empresas, bens, pastos e terrenos agrícolas.

Face ao levantamento das necessidades e no âmbito do plano de recuperação e prevenção do Governo e Autarquias, a Cruz Vermelha Portuguesa tem já duas equipas de apoio psicossocial, compostas por quatro psicólogos, a trabalhar junto das vítimas directas e indirectas de perdas familiares e materiais, de acordo com as necessidades.

Para o apoio dos mais idosos e dependentes que vivem em áreas mais isoladas, estão a ser instalados 100 equipamentos de teleassistência. Este serviço servirá para melhorar a qualidade de vida, saúde, segurança e auto-estima dos seus utilizadores, 24 horas por dia e 365 dias por ano, garantindo o pronto auxílio em situações de urgência e emergência.

Além disto está ainda prevista a prestação de cuidados primários de saúde e o apoio logístico com a distribuição de vestuário e alimentos, quando estes serviços forem necessários.

Tendo em conta as implicações e as variáveis inerentes, a Cruz Vermelha disponibilizou-se também para oferecer os seus serviços de apoio domiciliário e médico em casa.

A instituição alerta ainda para as consequências e impactos na natureza destes incêndios florestais, como a perda da biodiversidade e a erosão dos solos, que, com a chegada das chuvas, poderá provocar situações preocupantes.

Neste contexto, a Cruz Vermelha salienta a importância da prevenção, com foco na educação e sensibilização da comunidade.

 
Incêndios, recuperação pós-catástrofe
Sexta, 23 Junho 2017 14:49

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Comunicado

O incêndio que deflagrou no passado dia 17 de junho no concelho de Pedrógão Grande e se alastrou por três concelhos no centro do país tornou-se num dos mais mortíferos das últimas décadas, com 64 mortos e mais de 254 feridos.

A Cruz Vermelha Portuguesa esteve, desde as 18h30 do último sábado, a prestar apoio a esta situação, tendo registado 116 emergências médicas, 235 transportes/evacuações da população civil, 334 serviços de apoio psicossocial, e efectuado a distribuição de máscaras, apoio à mortuária e restabelecimento de laços familiares, com o envolvimento de 37 estruturas locais e mais de 330 voluntários.

Neste âmbito, foi também activado o apoio logístico de garantia da sobrevivência, com a distribuição de água, alimentos, camas e mantas; e a montagem de um Posto Médico Avançado, em Figueiró dos Vinhos.

A instituição prossegue ainda com estas actividades, até que já não exista ameaça crítica à vida e à saúde das pessoas.

Nesta fase de recuperação pós-emergência, existem equipas multidisciplinares criadas pelas autoridades competentes que estão a fazer o levantamento das necessidades no terreno. Posteriormente, será iniciada a fase de reabilitação das comunidades afectadas por esta tragédia. 


 
Apelo para o Fundo de Emergência
 
Continuamos a apelar à solidariedade da sociedade em geral para o reforço do Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa, que foi logo activado para garantir a rapidez e a eficácia da resposta de emergência da instituição face aos incêndios.
 
Os donativos poderão ser efectuados via:
 
• Multibanco/netbanking
Optar "Pagamento de serviços" e inserir entidade 20999, referência 999 999 999
 
• Transferência bancária
 
Conta Fundo de Emergência Cruz Vermelha Portuguesa
IBAN PT50 0010 0000 36319110001 74
CÓDIGO SWIFT BBPIPTPL
 
Outras contas bancárias solidárias
 
Banco BIC
IBAN PT50 0079 0000 74457590101 08
SWIFT CODE BPNPPTPL
 
Bankinter
IBAN PT50 0269 0117 00201022464 90
SWIFT CODE BKBKPTPL
 
• Online no site da CVP na página de donativos
 
• Online, no facebook CVP, clicar no rectângulo azul "Fazer um donativo"
 
Nota sobre o Fundo de Emergência
O Fundo de Emergência da CVP é uma reserva de dinheiro sem afectação especial que está disponível para financiar a resposta de emergência a catástrofes, desastres e a outras situações excepcionais, permitindo levar os recursos e a ajuda necessária, de forma rápida e eficiente, junto das pessoas que têm a sua a vida, saúde ou dignidade ameaçadas.
Desta forma, a CVP pode estar apta a distribuir alimentação adequada, fornecer água potável, instalar sistemas de higiene e saneamento básico e abrigo temporário, bem como prestar cuidados médicos, incluindo apoio psicológico, nas horas imediatamente a seguir à ocorrência de uma catástrofe. E, depois de a ameaça passar, dar o apoio necessário na reabilitação das pessoas e comunidades afectadas.
Da disponibilidade e da capacidade deste fundo podem depender milhares de vidas. É, assim, vital que este dispositivo de urgência esteja disponível de forma permanente.
Desta forma, apelamos a todos: “Ajude-nos antes, para ajudarmos depois!
 

 
Recolha de donativos de artigos

Face às necessidades mais urgentes e à actual capacidade de armazenamento/triagem dos artigos já doados, a instituição está a aceitar apenas o donativo de alguns artigos em espécie NOVOS, nomeadamente:

  • Artigos de higiene (fraldas para crianças e adultos, escova/pasta de dentes, pensos higiénicos, lâminas/espuma de barbear, gel de banho, champô, pentes, escovas)

  • Artigos para cozinha (panelas, frigideiras, fervedor, pratos, talheres, travessas, copos, tupperwares, utensílios vários)

  • Mantas

  • Sacos-cama

Estes artigos poderão ser entregues nas estruturas locais da Cruz Vermelha Portuguesa. Contactos aqui.

 
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